Sá – Jóia nova, acessível e (ainda) desconhecida

Caçarolinha Le Creuset com Camarões, com a tampa entreaberta, sobre prato branco,  em molho e três fatias de pão ao lado.É a minha segunda vez no Sá, restaurante do Hotel Miramar, em Copacabana. Pois é, restaurante, quando é bom a gente volta. Só que agora meus olhos não se voltaram apenas para a bela decoração minimalista clássica, mas também para a indispensável acessibilidade. A entrada era convidativa – rampa, na inclinação certa na entrada que leva ao lobby onde turistas alegres e descolados saboreiam uma champagne enquanto fazem o check-in. O hotel é dos anos 50, foi recentemente reformado e reabriu esse ano.

O restaurante ganhou o nome em alusão à rua Sá Ferreira, com que a Avenida Atlântica faz esquina. Fica no primeiro andar do hotel e você come olhando o calçadão e a praia, só que no ar-condicionado. E se não quiser olhar, nem ser olhado, é só fechar a cortina.

O Chef, Paulo Góes, já trabalhou no Olympe e no DOM, não precisa dizer mais nada. As pessoas costumam ter prevenção contra restaurante de hotel, mas no Sá em momento nenhum isso foi um problema, nem durante o almoço, nem na hora da conta – compatível com a de restaurantes da sua categoria.

Sobre a mesa, Copo alto com Mojito, duas folhas de hortelã glaceadas em açúcar.Em almoço no meio da semana ninguém quer beber. Ninguém exceto eu, que estou de licença médica (mas sem restrição à álcool). Pedi um Mojito que chegou refrescante, cheio de hortelã bem picadinha e com duas folhinhas glaceadas no açúcar enfeitando o copo.

Na entrada minhas amigas pediram salada. Uma optou pela verde com queijo de cabra em massa filo crocante, amêndoas e vinagrete de frutas secas com tangerina. Amo combinações acre-doces. A outra escolheu a salada Danielle, com rúcula, tomate cereja, presunto San Danielle e uma deliciosa burrata, com vinagrete de pistache. Ambas davam pra uma refeição. Já eu, sucumbi às Gambas al Ajillo. Os camarões (já disse que são meu prato favorito?) vieram borbulhantes e frescos numa caçarolinha Le Creuset, com salsa de vinho, alho e pimenta no ponto. Acompanhando,  fatias de pão pra mergulhar no molhinho irresistível. De lamber os beiços e limpar a panelinha com o miolo…

Pra contra-balançar, no prato principal uma coisinha mais light. Comi o vermelho com vinagrete de tomate cereja, flan de rúcula e legumes grelhados, tudo muito saboroso, leve e suave. Minha amiga apostou no brasileiríssimo robalo com molho de moqueca, purê de banana e farofa de dendê. Veio uma posta alta e suculenta. Uma beleza. Já a massa do raviole de pato, achei meio seca e o molho achei salgado. Ponto negativo.

No final, quis experimentar a sopa de manga e maracujá, servida com goiaba confit e mousse de chocolate branco de que minha amiga tanto falava. Geladinha, doce-azeda, como chocolate branco mesclando os sabores das frutas. Dos deuses!

Depois de tudo isso, ainda tinha chocolatinhos e pequenas madeleines servidos com o café.

Resultado da visita, serviço ultra-atencioso, e, na saída, banheiro acessível! Vai pro Olimpo dos restaurantes, o Sá, tanto em sabor quanto em acesso.

Restaurante Sá – Av. Atlântica, esquina com Sá Ferreira, Copacabana – Rio de Janeiro, RJ

Comida – 9

Acessibilidade – 10

Serviço – 9,3

Piscina com borda infinita, dando no mar de Copacabana. Céu azul e ao fundo o Pão de Açúcar.PS – Antes de ir embora, não podia deixar de visitar o famoso último andar do hotel. O bar e a piscina são restritos aos hóspedes, mas vale a pena pedir para conhecer. O Miramar não poderia ter nome mais adequado. Fica bem no meio da praia de Copacabana, o que torna a vista privilegiada. À esquerda toda a praia até o Leme, à direita, o posto 6 e o Forte de Copacabana. Têm sorte os turistas hospedados no hotel que podem desfrutar da piscina com borda infinita que desagua no mar de Copacabana. Como carioca, minha vontade foi me hospedar lá também 🙂

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