As crianças excepcionais do vereador

Acho que deveríamos escrever para esse senhor vereador (eu já estou
escrevendo minha resposta), sobre a matéria paga que ele publicou no Jornal
do Bairro da Fregusia do Ó (vide abaixo)

Tentei achar no site do Jornal, mas ainda não está no ar, acho que por ser
um anúncio pago e não matéria:

“Salas para as crianças excepcionais

Não se sabe da onde partiu a ordem para que a Prefeitura acabe com a salas
para crianças excepcionais. Existe a informação de que o ano que vem não
haverá mais na Rede Municipal de Ensino, salas para as crianças
excepcionais, o que provocará transtornos para os familiares. É um
verdadeiro absurdo esta decisão, porque a Prefeitura que gasta tanto
dinheiro com eventos, quer acabar com este tipo de ensino onde gasta meio
por cento do orçamento ao ano para mantê-lo, o que é uma verba irrisória com
relação ao que é gasto com shows e paradas.Assim, precisamos lutar para
evitar que isto aconteça.

Dr. José Viviani Ferraz
Atendimento : Rua Monjolo, 181 – Freguesia do ò
e-mail – josevivianiferraz@ uol.com.br ”

Transcrevi da maneira que estava, os erros não são meus.

Penso que ele poderia saber mais sobre Educação Inclusiva, mesmo porque ele
é bastante atuante na Região.

Um abraço

Fábio Adiron
Inclusão : ampla, geral e irrestrita
http://xiitadainclusao.blogspot.com/

Toda criança tem direito à educação

Prezado Dr José Viviani Ferraz

Li hoje num jornal de bairro um texto de V.Sa a respeito de “crianças
excepcionais”

Primeiro gostaria de lamentar a terminologia utilizada que é antiquada,
pejorativa e se contrapõe a tudo que pais como eu têm tentado reverter na
cultura popular. Crianças com deficiência não são exceção, pelo contrário,
hoje 14,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência o que,
definitivamente não é algo excepcional. Recomendo que a pessoa que redigiu a
nota se informe mais adequadamente a esse respeito.

Segundo, as tais “salas especiais”, nada mais têm sido do que depósitos onde
se jogam as crianças, partindo-se do princípio de que os “coitadinhos” não
vão aprender mesmo. Portanto, estou totalmente de acordo com o fim das
mesmas. Se o que os pais que V.Sa menciona se sentem transtornados porque
não terão onde largar os filhos, cabe mostrar aos mesmos que transtorno
maior será se essas crianças crescerem como pessoas eternamente dependentes.

As crianças com deficiência precisam conviver com as demais crianças.
Brincar, jogar e, principalmente aprender num ambiente que seja bom para
todos. Sei que o sistema municipal de ensino de São Paulo tem procurado ser
o mais inclusivo possível – mesmo lutando contra o gigantismo da rede da
cidade, o que provoca distorções em vários lugares.

Só concordo com V.Sa no que diz respeito a destinação das verbas. A
prefeitura (e o estado, e o governo federal) realmente poderiam gastar menos
com algumas coisas e muito mais com educação, especialmente preparando as
escolas para receber TODAS as crianças, garantindo a acessibilidade física e
de comunicação, aumentando o número de salas de aula (e com isso reduzindo o
número de alunos por sala), investindo na qualificação e na remuneração de
professores.

Atenciosamente

Fábio Adiron
Inclusão : ampla, geral e irrestrita


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