Deficiência, autismo e neurodiversidade
O artigo analisa o surgimento recente do movimento de neurodiversidade, situando-o no contexto
dos estudos sobre a deficiência e da organização política de deficientes físicos. O movimento da
neurodiversidade é organizado por autistas chamados de alto funcionamento que consideram que o
autismo não é uma doença a ser tratada e se for possível curada. Trata-se antes de uma diferença
humana que deve ser respeitada como outras diferenças (sexuais, raciais, entre outras). Os ativistas
do movimento de neurodiversidade se opõem aos grupos de pais de filhos autistas e profissionais que buscam uma cura para a doença. No texto, são apresentados os argumentos dos grupos pró-cura e anticura, avaliando as duas posições e seu impacto na área da saúde e no desenvolvimento de políticas públicas para autistas.
Libras no Judiciário: Um débito social
As pessoas com deficiência auditiva tiveram, ao longo dos tampos, tratamentos distintos, que foram do extermínio à exclusão caridosa, aos esforços para integração social e à inclusão social. Os brasileiros surdos mantêm-se, no entanto, isolados num gueto lingüístico que lhes dificulta a inclusão social. Embora a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – tenha se tornado oficial, no Brasil, por força da Lei 10.436/02, o Judiciário ainda não se apercebeu da necessidade de se adaptar, como preconiza a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, no seu art. 13. A partir de um caso concreto, ocorrido em Curitiba, o autor defende a urgente necessidade de aparelhamento do Judiciário, por meio de intérpretes oficiais de LIBRAS, para atender os surdos como sujeitos do processo, ou como cidadãos que recorrem às secretarias. Se a jurisdição consiste no ato pelo qual o Estado diz o direito, não haverá jurisdição para o cidadão surdo, se o direito não lhe for dito em Língua Brasileira de Sinais.
O bugueiro e a militante: que força a grana tem, por Alexandre Mapuranga
É claro que, de certa medida, o preconceito e a falta de serviços acessíveis às pessoas com deficiência como escolas, hospitais, cinemas, museus, padarias, praças e transportes públicos afetam todos, independentemente da grana que se tem, mas são especialmente cruéis com os mais pobres.
Viver a vida…
Sou Leandra Migotto Certeza. Nasci em 1977. Os médicos disseram que eu não iria sobreviver. (...)
Papai Noel existe?
Enchentes. Gritos. Desespero. Apelo. Solidariedade. Amizade. Tranqüilidade. E lá vem o Natal de novo. Fim de ano tumultuado esse... Quase perdi o noivo! (que horror!). Crianças desabrigadas. Histórias de vidas interrompidas. Corações renovados, graças ao amor entre os seres humanos. Almoço comunitário. Ajuda mútua. E todos foram salvos.
Papai Noel cadeirante, por Andrei Bastos
Mesmo com esses obstáculos a vencer, é com a alegria pelas conquistas de emancipação das pessoas com deficiência já obtidas somada às 2.009 alegrias das comemorações pelo nascimento de um menino que se tornou apóstolo de uma inclusão absoluta que nosso Papai Noel cadeirante vai à luta.
Amostras para o futuro: em 2010, precisamos de menos proteção à diversidade
Em 2010, espero sinceramente que a diversidade não possa existir para justificar a desigualdade, exilando a perspectiva de uma humanidade que precisa aprender a querer menos proteção individual e a oferecer mais de si mesma.
61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Há 61 anos era proclamada a Declaração Universal de Direitos Humanos, que reconhecia a dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis, constituindo o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no Mundo.
A escola como espaço de construção identitária
A escola tem um papel fundamental na formação da identidade das crianças que são acolhidas por essa instituição, mas também precisa ter clareza da necessidade de "positivar" a diversidade da qual é constituída.
Antigamente, por Sergio Santeiro
Aprendemos desde pequenos, não anda pelos caminhos, anda na tua, não te metas no alheio, fica na tua, seja indiferente…aos diferentes.
Na periferia, por Ana Paula Britto
Que a vida é difícil, que o preconceito existe e que tem gente que tem medo de conhecer, todo mundo sabe. Enchente, assalto, barulho, criminalidade, está lá nas páginas do Jornal, e tem em todo lugar, mas é na periferia que “acontece”.
Vamos falar de preconceito?, por Elis Zampieri
Herdamos a cor do cabelo, dos olhos, a altura...mas não herdamos preconceito. Ele não está entranhado no nosso DNA. Preconceito é aprendido. E nós aprendemos. Todos. Mais ou menos. Ninguem está imune à ele. Pode ser clichê mas é a mais pura verdade... Preconceito gera preconceito e em nome dele presenciamos historicamente, verdadeiras atrocidades.





